Estudo extraído do site www.atosdois.com.br
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Mateus 24 e seu contexto

Tipo: Estudos bíblicos
/ Autor: Pr. Rodrigo M. de Oliveira


O assunto das profecias em Mateus 24 são os sete anos que são os últimos da 70ª semana de Daniel (Dn 9.24-27). Devemos estar cientes de que esse período é a consumação do século, o encerramento de uma era, e não apenas o transcorrer de um tempo. O sinal do fim dos tempos é a última semana, a 70ª semana de Daniel.

Todos os sinais que o Senhor Jesus predisse em Mateus 24:4 em diante que conduzirão à Sua vinda visível (v. 30), têm seus paralelos no Apocalipse, nos capítulos de 6 a 19. Mas nessa ocasião a Igreja de Jesus já terá sido arrebatada, guardada da "hora da provação" (Ap 3.10).

Tenha em mente que as profecias obedecem àlei da dupla referência, ou seja, têm duas ou mais aplicações, dois ou mais cumprimentos; daí o Termo: "Profecia de Duplo Cumprimento". Um figurado e Outro Literal, um perto e outro distante.

Mateus 24:1,2

"E, QUANDO Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo. Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada."

Jesus fazia aqui menção da profecia de Daniel:

E Daniel 9:26

"E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações."

Que de Fato foi cumprida em 70 d. c.

A cidade de Jerusalém foi destruída pelos romanos em 70 d.C. O cerco e a queda de Jerusalém são descritos com pormenores gráficos pelo historiador judeu do primeiro século, Flávio Josefo, no livro Guerras dos Judeus, que foi publicado cerca do ano 75 d.C. De acordo com os Evangelhos, Jesus profetizou este evento aproximadamente no ano 30 d.C.

Pois como vemos, o versículo 8 diz claramente: "porém tudo isto é o princípio das dores".

As dores não dizem respeito a uma época qualquer, elas definem especificamente o tempo da Tribulação, comparado na Bíblia " às dores de parto de uma mulher grávida" (1 Ts 5.3; veja também Jr 30.5-7). Aas dores são os primeiros três anos e meio da 70ª semana, hoje a Igreja está passando pelas dores iniciais disto que Jesus chamou de “Principio das dores”.

Assim como existem etapas iniciais e finais nas dores que antecedem um parto, também esses últimos 7 anos dividem-se em duas etapas de três anos e meio.

• Em Israel, muitos trairão uns aos outros (Mt 24.10, veja também Mt 10.21).

• O Evangelho do Reino será pregado por todo o mundo (v. 14). Ele não deve ser confundido com o Evangelho da graça, anunciado atualmente. O Evangelho do Reino é a mensagem que será transmitida no tempo da Tribulação pelo remanescente e pelos 144.000 selados do povo de Israel, chamando a atenção para a volta de Jesus, que então virá para estabelecer Seu Reino (compare Apocalipse 7 com Mateus 10.16-23).

Mateus 24.15 refere-se à metade da 70ª semana de Daniel, o começo dos últimos três anos e meio de tribulação.

A "abominação desoladora" refere-se à afirmação de Daniel, que aponta claramente para o fim dos tempos (Dn 12.1,4,7,9,11).

• O "abominável da desolação" de que Jesus fala em Mateus 24.15 será estabelecido apenas pelo anticristo, vindo a ter seu cumprimento pleno e definitivo na metade dos últimos sete anos (como profetizado em Daniel 12). Essa profecia de Daniel é claramente para o tempo do fim (vv. 4,9), referindo-se a um tempo de tão grande angústia como jamais houve antes (v. 1), que durará "um tempo, dois tempos e metade de um tempo". É dessa Grande Tribulação, desse período de imenso sofrimento e angústia, que Jesus fala em Mateus 24.21 (veja Jr 30.7).

“Então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” Mateus 24.16-19

Naquele tempo era possível fugir pelos telhados, sem descer ao solo, porquanto as casas eram construídas próximas umas das outras, e seus telhados eram planos. Era até mais conveniente, na fuga, usar essa parte superior das casas, que podemos comparar a terraços.

O Senhor Jesus menciona ainda um costume da época, para mostrar a gravidade da situação sob a ira do anticristo: “quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa.” (Mateus 24.17-18).

É que devido ao intenso calor daquela região, era costume o trabalhador no campo usar apenas as vestes interiores. A capa, ou túnica, ficava em casa. Nosso Senhor adverte que, nesse caso, as pessoas não deveriam voltar em casa, em busca da capa, porque correriam o risco de perderem a vida.

O Senhor Jesus continua: “Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.” (Mateus 24.20-21).

A oração para que a fuga não se dê no inverno indica as dificuldades climáticas naquelas circunstâncias naquela região. Alguém fugindo desesperadamente não tem tempo de voltar do campo para se agasalhar.

E quanto aos Sábados, quem os deve guardar no conceito de Deus, são os judeus, vejamos:

“Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se.” Êxodos 31:13 e 17

O período da Grande Tribulação será o mesmo período da aliança com Israel: sete anos. Ao final dos primeiros três anos e meio, o anticristo romperá a aliança com Israel e se tornará governante mundial.

Então vai se declarar deus, profanar o Templo de Jerusalém, proibir a adoração ao Deus de Abraão e assolar Israel. Obviamente o período do anticristo será marcado pelo ódio satânico contra aqueles que não lhe pertencem.

É claro que, a essa altura, a Igreja do Senhor Jesus já terá sido arrebatada, pois o seu arrebatamento acontecerá antes do período de sete anos. O que não significa o desaparecimento de cristãos de nome (cristãos nominais), nascidos da carne. Estes estão na condição das cinco virgens néscias: têm a lâmpada, isto é, o conhecimento do Senhor Jesus, mas não têm o Espírito Santo. O compromisso com o Senhor é apenas formal, às vezes por uma questão de tradição.

E quanto ao: “Ai das Grávidas”?

Jesus: “Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” (Mateus 24:19).

Josefo: “Ela então tentou a coisa mais natural, e agarrando seu filho, que era uma criança de peito, disse, ‘Oh, pobre criança! Para quem eu te preservarei nesta guerra, nesta fome e nesta rebelião? ...’ Logo que acabou de dizer isto, ela matou seu filho e, então, assou-o, e comeu metade dele, e guardou a outra metade escondida para si.” (Guerras, livro 6, capítulo 3, seção 4).

É verdade que Flavio Josefo conta que aconteceram coisas terríveis com relação as grávidas já nesta invasão em 70 na Era Cristã com tudo voltemos a repetir a regra das profecias:

As profecias obedecem a lei da dupla referência, ou seja, têm duas ou mais aplicações, dois ou mais cumprimentos; daí o Termo: "Profecia de Duplo Cumprimento". Um figurado e Outro Literal, um perto e outro distante.

Por mais que tentemos encaixar o “ai das grávidas” do verso 19 na invasão Romana em 70, o que Josefo registra aqui é só um prenuncio do que está por vir. Pois o contexto da passagem de Mateus 24 demonstra que é algo para um tempo futuro, o da Grande Tribulação, então por mais horrenda que tenha sido a experiência das grávidas naquela invasão, a do Anticristo será pior, vejamos o relato bíblico:

“Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver.” Mateus 24:21

Esta parte da profecia destaca a fuga desesperada que está para ocorrer naqueles dias. A fúria do anticristo se derramará em especial contra cristãos e judeus sinceros.

E, como das vezes anteriores, quando Jerusalém foi invadida e seus moradores foram cruelmente assassinados – as mulheres foram estupradas antes de serem mortas – de forma pior fará o anticristo em todo o mundo.

Por isso, na idéia geral de fuga, o Senhor Jesus focaliza as mulheres grávidas e as que amamentam, a tentativa de escapar fugindo para os montes, pelos eirados...

Tamanha será a intensidade do sofrimento, que nem mesmo as mulheres grávidas e os recém-nascidos escaparão. Então o Senhor chega a ponto de exclamar: “Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” (Mateus 24.19).

Ela estava sentindo na pele os sofrimentos pelos quais passam os seres humanos; afinal de contas, Ele era Deus encarnado. Sabia perfeitamente o sentido da dor física e espiritual humanas.

E quando Ele exprime a palavra “ai”, não está dando nenhuma conotação exagerada, pois aqueles dias serão marcados por gritos de dor.

A expressão “ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem” dá uma idéia mais fúnebre do futuro breve, pois até as funções naturais da vida, que visam à garantia da continuação da espécie humana, serão motivos de pavor.

A referência certamente aponta para um período de fuga desesperada. Aliás, essa idéia de fuga alucinada é fortalecida nos outros versos, caracterizando o contexto da Grande Tribulação.

Então, nos versículos de 16 a 28, o Senhor Jesus está explicando como o remanescente dos judeus deve comportar-se durante a Grande Tribulação:

• Eles devem fugir (veja Ap 12.6).
• Esses dias serão abreviados para três anos e meio, para que os escolhidos sejam salvos.
• Falsos cristos e falsos profetas farão milagres e sinais (veja Ap 13.13-14).
• Mas então, finalmente, diante dos olhos de todos, o Senhor virá "como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente".

Esses dias da ira de Deus (Lc 21.22), ou melhor, esses dias da ira de Deus e do Cordeiro (Ap 6.17), são descritos assim: "Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.28).

O "cadáver" representa o judaísmo apóstata, afastado de Deus, e o sistema mundial sob a regência do anticristo, no qual reinará a morte e o "hades".

Os "abutres" simbolizam o juízo de Deus.

O ajuntamento dos escolhidos de Deus “desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (verso 31) é “logo depois da aflição daqueles dias...” (verso 29) – novamente, essa é a Segunda vinda e não o arrebatamento.

As ilustrações “será levado um e deixado o outro” dos versos 40 e 41 tão frequentemente usadas para ilustrar o arrebatamento na verdade referem-se à separação das ovelhas e dos bodes discutidas em Mateus 25:31,33, 34,41 Os que ficarem são aqueles que entrarão no milênio, reino que Cristo estabelecerá na terra (Apoc 2:26,27, Zacarias 14:4-11, Apoc 19:11-14, Apoc 1:7, Apoc 5:5,2ª Samuel 7:12-16, Mateus 25:31,33, 34,41 ), quem será tirado é quem vai para o fogo é só fazer a leitura no própria Mateus que explica quem vai e quem fica Mateus 13:18-50.

E essa passagem é parte dos comentários estendidos do senhor com relação à sua segunda vinda quando todo olho o verá.

Mateus 24:14 diz: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”

A Igreja não está esperando O FIM, Nós estamos esperando o Arrebatamento da Igreja !!!!!

Então Por que Pregamos o Evangelho?

Resposta:

Porque Foi uma ordem do Mestre e Salvador Jesus Cristo Veja:

Mateus 28: 19, 20 diz:

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; “Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”

Marcos 16: 15 diz “

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”

E Claro, porque queremos que a salvação que nos alcançou, alcance aos outros também.


Já os versiculos que falam do Arrebatamento da Igreja são: João 14:1-3; 1ª Tess. 4:13-18; 1ª Tess. 1:9,10, 1ª Tess. 5:9; Apocalipse 3:10; 1ª Corintios 15:51-58; Filipenses 3:20,21


Pr Rodrigo Martins
Professor de Escatologia Bíblica

Dados do autor:

Nome:
Pr. Rodrigo M. de Oliveira

Detalhes:
Professor de Teologia Sistemática na Cadeira de Apocalipse e Escatologia. Professor no Instituto Teológico Quadrangular.
Conferencista, e consultor teológico. Apologista Cristão Evangélico.
www.rodrigoteologia.blig.com.br
www.escatologia.blig.com.br