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Quem são os nossos adversários?

Tipo: Estudos bíblicos
/ Autor: Pr. Silvio Fernandes da Silva


Quem São os Nossos Adversários
Pr.Silvio Fernandes (adaptado)

"Quando o Senhor teu Deus te houver introduzido na terra a que vais a fim de possuí-la e tiver lançado fora de diante de ti muitas nações, a saber os heteus, os girgaseus, os amorreus, os cananeus, os periseus, os heveus e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu; e quando o Senhor teu Deus tais tiver entregue e as ferires, totalmente as destruirás, não farás com elas pacto algum, nem terás piedade delas; não contrairás com elas matrimônios não darás teus filhos a suas filhas, e não tomarás suas filhas para teus filhos, pois fariam teus filhos desviarem-se de mim, para servirem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria. Mas assim lhes fareis: derrubareis os seus altares, quebrareis as sua colunas, cortareis os seus postes-ídolos, e queimareis a fogo as suas imagens esculpidas..." (Dt. 7:1-5). Este texto do Velho Testamento nos é de grande valia para entendermos quais são os inimigos do povo de Deus, os seus pontos de atração e manifestação de seus espíritos. É importante entender que quase toda verdade bíblica tem duplo sentido e esta aqui tem o cumprimento literário que aconteceu com o povo de Israel, mas também se aplica figuradamente aos momentos de guerra espiritual que a Igreja vive em nossos dias. Israel natural está vivendo um dos momentos mais importantes de sua história; eles estavam se aproximando do instante em que iriam tomar posse das promessas que haviam sido proferidas pelos profetas no período de deserto, especialmente por Moisés e Josué. E nós, hoje, estamos vivendo o momento que antecede o cumprimento de todas as profecias preditas no decorrer da história da Igreja desde o dia em que ela foi gerada no calvário na pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo.

Agora, por estudar este versículo com bastante atenção e observar o seu fim, vemos o próprio Deus afirmar que os povos que resistiam a Israel natural, tentando impedi-lo de entrar na terra, eram mais, numerosos e muito mais fortes do que ele. E que estes inimigos espirituais, hoje, são tão fortes e numerosos como os do passado, e que precisamos conhecer suas raízes e maneira de ação para que tenhamos preparadas as estratégias certas para vencê-los. A ordem que o Senhor nos deu com relação a eles foi bastante clara: "E quando o Senhor teu Deus as tiver entregue e as ferires, totalmente as destruirás, não farás com elas pacto algum, nem terás piedade delas" (Dt. 7:2). O Senhor foi bem claro em suas palavras neste versículo, que analisamos, e onde Deus chama para si a responsabilidade de entregar aquelas nações nas mãos de seu povo.

Ele enfatiza esta responsabilidade em vários lugares, declarando que as guerras que enfrentamos, quando estamos no centro de sua vontade, não são nossas mas d'Ele . Esta vontade produz a mesma confiança que havia no coração de Josué quando o Senhor lhe prometeu a posse da terra: "Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo dei como eu disse a Moisés" (Js. 1:3). Com esta afirmação, o coração de Josué foi fortalecido. Temos sentido que o Espírito Santo está enfatizando aos nossos corações a importância de crer nesta promessa e a importância de recebermos a força proveniente da própria promessa de Deus para os nossos corações. Com este entendimento, nós podemos confiantemente enfrentar os inimigos que tentarem se opor a nós.

Outro aspecto a ser considerado no versículo acima é a promessa que o Senhor nos dá de ferir totalmente e destruir os inimigos que iremos enfrentar; é responsabilidade d'Ele ferir e destruir esses gigantes. Esta ação, de ferir e destruir os inimigos, Deus fará através de nossas vidas; sendo assim, Ele nos recomenda que não devemos de maneira alguma ter piedade deles, pois o Senhor determinou que fossem destruídos.

"Quando o Senhor Teu Deus te houver introduzido na terra a que vais a fim de possuí-la e tiver lançado fora de diante de ti muitas nações, a saber, os heteus, os girgaseus, os amorreus, os cananeus, os periseus, os heveus e os jebuseus..." (Dt. 7:1). Como já esclarecemos, toda verdade bíblica tem dois sentidos, e um deles é o figurado. Nós iremos analisar os significados destes passos no plano espiritual.

HETEUS: O significado espiritual deste povo que habitava na região de Canaã era "aqueles que têm poder para amedrontar". O medo, em nossa opinião, é uma ferida emocional que tem formado um brecha profunda onde espíritos malignos têm entrado e têm tocado o espírito de vários cristãos sinceros. As ameaças do inimigo têm vindo sucessiva e intensamente com o objetivo de tocar os filhos de Deus. I Pe. 5:8,9 "Sendo sóbrios, vigiai; o vosso adversário, o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa devorar, ao qual resisti firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos estão se cumprindo entre vossos irmãos no mundo". Pedro diz que Satanás está como leão em volta dos filhos de Deus. O apóstolo não afirma que o inimigo é um leão, mas ele imita a valentia de um leão, e sua função é lançar dardos de ameaças com o objetivo de amedrontar a Igreja.

O posicionamento que devemos ter diante desta situação é ter a clara consciência que estamos lutando contra um príncipe que comanda vários espíritos malignos, e que estes demônios agem debaixo das suas ordens e estão há anos travando esta guerra contra a Igreja. Não podemos ignorá-los e muito menos desprezar as suas armadilhas, mas também não podemos permitir que estas ameaças possam tomar conta de nossa mente e sentimentos impedindo-nos de crer na Palavra do Senhor. Colocar medo no coração da Igreja é função desta legião de espíritos que classificamos como heteus.

Em 1983, fui convidado a ministrar em uma conferência numa certa região do Brasil. Esta foi uma das primeiras conferências que fiz neste ministério extra local que o Senhor me havia dado. Iria pregar a segunda mensagem pela manhã, e o Espírito Santo estava me revelando a importância de a Igreja confrontar profeticamente o reino das trevas. Nos momentos em que o Espírito fala comigo, a fé sempre se levanta em meu coração com bastante intensidade, e naquela manhã foi assim também. Mas enquanto esperava que o irmão que estava ministrando a primeira mensagem terminasse, comecei a sentir um sopro estranho na minha mente, e tive total clareza que aquele sopro era vindo da parte de Satanás. Os minutos começaram a correr aparentemente mais lentos, e aquele espírito maligno começou com ameaças fortes contra a minha pessoa e ministérios. Lembro-me de várias ameaças de morte através de enfermidades e acidentes, pois aquele "heteu" tentava amedrontar o meu coração; pela primeira vez eu estava enfrentando aquele príncipe maligno. Naqueles momentos de confronto pessoal, meu coração aprendeu uma lição tremenda: no instante em que o inimigo estava mostrando sua força a mim, o Espírito Santo, vendo a decisão que havia em mim de permanecer firme diante daquelas ameaças, mostrou-me o poder do escudo de Deus que nos protege. Toda as vezes em que o inimigo nos ameaça, seus dardos ficam barrados pelo poder do escudo de Deus. Depois daquele dia, nunca mais os dardos de medo perturbaram minha mente e coração

O fato de prevalecer uma vez contra este príncipe nos dará autoridade para prevalecer contra ele se seus demônios constantemente nos atacam. Gostaria de lhe dar este conselho prático. A você, que de alguma maneira tem sido derrotado por este príncipe, que, no momento da leitura deste livro, você possa se manter firme contra suas ameaças e declarar profeticamente sua vitória contra o medo e contra este príncipe maligno. O Senhor está levantando com fé e ousadia a sua Igreja para prevalecer contra esses poderes. Os medrosos e tímidos serão transformados em homens e mulheres corajosos e ousados, que declaram a vitória do Senhor sobre o príncipe dos heteus e tomarão, por violência profética, o território da terra prometida que hoje está sendo controlado por estes inimigos. O Espírito do Senhor está revestindo a Igreja com esta coragem e ousadia profética que nos levará a prevalecer contra este inimigo.

GIRGASEUS: "Aqueles que moram na lama". Antes de analisar estes espíritos, que são comandados pelo príncipe de imoralidade, queremos ressaltar que não responsabilizamos os demônios por todas as ações da imoralidade, pelo contrário, reconhecemos claramente na Palavra a ação dos frutos da carne. Em Gl. 5:19-21, Paulo nos mostra quais são as obras da carne: "Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus". É interessante perceber nesta lista que Paulo nos dá que algumas obras da carne têm estreita ligação com os espíritos malignos, e outros são acionadas constantemente por eles, principalmente as obras da carne ligadas à imoralidade. Satanás constitui um dos seus príncipes para comandar anjos caídos que têm como principal objetivo envolver a humanidade na lama da imoralidade. São espíritos que fazem os impulsos da carne e os pensamentos imorais se tornarem em certos momentos praticamente incontroláveis.

Ef. 2:2-3 diz: "Nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos vós também antes andavam nos desejos da vossa carne, e fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais". Estes espíritos agem através de revistas, filmes pornográficos e novelas que se têm tornado canais pelos quais estes demônios têm entrado em lares, produzindo separação entre cônjuges, suscitando nos corações o veneno da infidelidade. Se nossa sociedade soubesse que a maioria dos casos de infidelidade é fruto de uma ação diabólica que tem como instrumento a liberdade que há nos lares para filmes, novelas e literatura - dardos para destruir os valores morais e consequentemente os valores da família! Como sociedade, devemos tomar um procedimento firme contra estes vômitos que espíritos malignos têm lançado contra nós, através dos meios de comunicação.

Como têm sido sutis algumas ações diabólicas na área da imoralidade! Provavelmente, estes espíritos começam a produzir situações onde a pessoa é o alvo do inimigo fica insatisfeita na área sexual; o segundo momento é suscitar as fantasias sexuais na mente da mesma pessoa através dos meios que estes espíritos têm dominado. E, por último, eles enviam um outro, concluindo, o que está totalmente debaixo do seu controle, no ambiente produzido por estes demônios. Eles jogam toda a intensidade de forças que eles têm com o objetivo de concretizar o ato da imoralidade. Outras maneiras de ação destes espíritos é lançar pensamentos imorais na mente de alguns, constantemente, ao ponto dos sonhos geralmente serem todos relacionados com imoralidade. O que acontece é que muitas vezes a pessoa que está sendo perseguida por estes espíritos não consegue resistir a eles por muito tempo e passa a conviver normalmente com aqueles pensamentos ou muitas vezes acabam se entregando à vontade daqueles demônios.

A Igreja na década passada foi chicoteada pelos "girgaseus", principalmente os seus principais líderes da época. Vários escândalos aconteceram primeiramente por falta da obra da cruz no interior dos líderes, mas também porque a Igreja não descobriu que ela estava lutando contra um inimigo astuto e acostumado a guerrear no campo da imoralidade. Pelos relatos de como estes líderes foram induzidos ao pecado da imoralidade, podemos ver que foram fatos simples demais para derrubar um homem experimentado no caminho do Senhor. Os acontecimentos que foram usados como laços eram simples, e qualquer criança, na fé sincera, poderia percebê-los; mas por não darem a devida seriedade que esta nos requer foram derrotados.

O Senhor está se levantando como Igreja para prevalecermos contra este poder maligno que se alimenta da lama da imoralidade; iremos destruir esta comida maligna que tem fortalecido estes espíritos imundos na terra. Por isto, nós, como Igreja, devemos tomar posição de autoridade e fé contra estes poderes diabólicos e proclamarmos a vitória da santidade de Deus sobre a imoralidade satânica.

AMORREUS: "Povo que mora nas montanhas". O sentido espiritual que queremos aplicar a este povo que viveu na época de Josué, cremos, é o de estarmos enfrentando em nossos dias príncipes malignos, que foram adestrados para guerrear nas regiões altas do espírito. São espíritos ferozes que lutam para confundir, dividir e destruir todo tipo de reino que não seja o do seu chefe Lúcifer. Guerreiros treinados que têm produzido revoluções, levando pessoas - seres criados por Deus para serem sua imagem - a serem mutiladas, destruídas emocional e mentalmente, muitas delas sendo ceifadas pelo anjo da morte antes do tempo determinado por Deus. São estas potestades que desestabilizam economias e amarram planos econômicos, não permitindo que o País saia do caos financeiro em que se encontra. O seu objetivo é aumentar o índice de miséria, que leva pessoas à marginalidade, alimenta o índice de mortalidade infantil e produz revolta no coração do homem contra seu próprio Deus.

Estes espíritos estão investidos contra a liderança da Igreja de Jesus, desde o dia em que ela foi gerada, e têm produzido rachaduras profundas, dividindo o Corpo de Cristo, sendo este seu objetivo para que a oração de Jesus, em João 17, não se cumpra. A história nos mostra como a ação destas potestades tem sido forte em nosso meio; cada dia que passa, as divisões na Igreja vêm aumentando novas denominações. Não podemos entender este surgimento como uma forma de crescimento, mas como uma derrota da Igreja com relação a estas potestades que se alimentam de divisões. É interessante notar o processo que estes príncipes malignos usam para produzir divisões na liderança.

AUTO-SUFICIÊNCIA - ESPÍRITO CRÍTICO - REBELIÃO

Quando começamos a notar em presbitério que algum dos presbíteros está se tornando auto-suficiente precisamos ver isto como um sinal negativo de uma ação diabólica tentando laçar aquele presbítero com o objetivo de dividir o presbitério. Ao notarmos isto, necessitamos nos unir a outros ministérios maduros e combater aquela potestade maligna que está tentando entrar sorrateiramente no presbitério. O Senhor irá cumprir a oração de João 17 nos últimos dias; seu Espírito já está agindo nesta direção trazendo aos seus filhos o esclarecimento. Além das obras da carne, estamos enfrentando uma legião de espíritos bem adestrados que se têm levantado com toda fúria contra os líderes da Igreja de Jesus. Precisamos ter consciência de que estamos em guerra contra os "amorreus", "povo que mora nas montanhas", e que contra estes inimigos nós temos que ter as estratégias certas e usar as armas corretas, é nossa responsabilidade, no confronto que estamos travando. Deus está nos revelando os nossos inimigos e também derramando sobre nós uma nova unção para que possamos guerrear com valentia e ousadia levando-nos a prevalecer contra as potestades que têm investido contra a unidade dos ministérios e do povo de Deus.

CANANEUS: "Regiões baixas". Os cananeus, segundo a espiritualização dos textos que estamos descrevendo, são aqueles inimigos que foram treinados para agirem maldosamente, com ações em níveis baixos em todos os sentidos. Os demônios que se alimentam de escândalos, são os que produzem estes golpes baixos em todos os níveis, são aqueles que têm como especialidade armar ciladas – e nós, como Igreja, precisamos estar com os olhos abertos para enxergar a ação maligna destes espíritos.

Certa vez, passamos por um tempo difícil em nossa igreja. Estes espíritos vieram com toda sua fúria contra nós, golpes que nunca imaginávamos receber; foram momentos muito difíceis. Estes espíritos investem em horas que não esperamos, eles realmente vêm para nos pegar despercebidos. Quando passamos um destes períodos aqui em nossa igreja, tive uma reação totalmente errada para com um dos nossos irmãos que tinha sido ferido por estes espíritos. Eu, em meu zelo humano, comecei a rejeitar aquele precioso irmão, julgando aquele fato que havia acontecido com ele; eu, em minha ignorância, creditei toda responsabilidade daquele problema àquele precioso irmão que havia sido atingido; mas, com o passar do tempo, Deus abriu meus olhos e eu aprendi uma lição preciosa – de que nenhum irmão sincero se lança voluntariamente no laço de pecado, mas somente uma armadilha dos “cananeus” pode atingi-lo.

A partir daquela experiência, eu passei a encarar estes momentos de guerra de maneira diferente. Todas as vezes que em meu espírito eu começo a detectar uma aproximação desta legião maligna dos cananeus, minha reação a esta impressão espiritual sempre é colocar-me em uma posição imediata de intercessão com o objetivo de, através da intercessão em jejum, proteger todo o restante da congregação. Esta é a primeira posição que devemos tomar. A segunda é nos aproximarmos da pessoa atacada pelo inimigo e, ali, através da comunhão, tentar abrir os seus olhos para o perigo que ela está correndo.

O Espírito Santo está derramando sobre a Igreja uma unção fresca sobre o dom de discernimento que o Senhor tem dado a nós para que possamos discernir e prevalecer contra os cananeus.

PERISEUS: “Aqueles que conservam as tradições”. Em Mc. 7:13 encontramos: “Invalidando assim a Palavra de Deus pela vossa tradição que vós transmitistes; também muitas coisas semelhantes fazeis”. A tradição passa a ter mais importância do que a revelação do Espírito Santo. É importante notar que a própria Palavra nos ensina que a revelação de Deus é algo progressivo, e se não acompanharmos o andar da nuvem que desenvolve o processo de revelação dos mistérios da vontade de Deus, corremos o risco de fazer o que foi uma revelação viva do Espírito torne-se uma tradição. E esta tradição, se não for rejeitada, será uma arma contra o mover do Espírito em nós e em nosso meio. Porque, muitas vezes, encontramos resistência quando estamos ministrando uma revelação fresca que o Senhor nos tem dado. Nesses momentos, o espírito maligno sustenta as tradições com o objetivo de invalidade, impedindo o Espírito de Deus se levantar com toda a força, passando a ser uma barreira à sua revelação e ação.

Deus está nos levantando para lutarmos e prevalecermos contra esta legião de “perizeus” que tem permanecido no seio da Igreja por um bom tempo desde a revelação do novo nascimento, – batismo com o Espírito Santo, guerra espiritual e muitas outras. Todas as fontes novas que são descobertas através da revelação do Espírito são resistidas por estes demônios que se têm escondido entre o povo de Deus, com o objetivo de impedir que este povo possa beber das novas fontes. Quando alguém resiste a uma manifestação genuína do Espírito Santo, não devemos nos preocupar com aquela pessoa em si mas devemos lutar contra o espírito que está por detrás fazendo com que ela resista ao mover genuíno de Deus.

Lembro-me do início do mover na adoração através do cântico espiritual, quando por diversas vezes fomos ridicularizados, e também no momento em que o Espírito Santo nos revelou, como Igreja, a importância da adoração em um culto a Deus. Passamos por momentos difíceis, onde o restante do Corpo, que congregava em outros lugares, nos resistia ao ponto de alguns usarem termos pejorativos para nos classificar. Em todos aqueles momentos tínhamos a certeza que estávamos lidando contra um espírito maligno que estava por trás daquelas atitudes, sendo que aqueles espíritos tinham como alvo impedir que as águas da fonte da adoração atingissem o restante da Igreja. Esse fato se repete em todos os momentos em que o Senhor está dando à sua Casa olhos para ver as novas fontes que Ele está abrindo no seio da Igreja. A tradição como impedimento maligno está em toda parte e também no coração e na mente de muitos cristãos consagrados ao Senhor. Eu louvo a Deus por ver a força de sua poderosa mão agindo, quebrando as paredes das tradições que tanto limitam o mover do Espírito na Igreja.

HEVEUS: “Enganadores”. Outro príncipe que o povo de Israel enfrentou foram os heveus, que eram os enganadores, aqueles que, através de um sopro do vento enganoso, desviam os pés de um cristão do caminho da vontade de Deus. Estes espíritos têm agido com muita liberdade e desenvoltura no meio da igreja; são espíritos que muitas vezes vêm com uma aparência de algo correto. Usam sempre como estratégia, para entrar no seio da Igreja, uma causa justa que eles estão através de pessoas insatisfeitas, reivindicando; ou muitas vezes com uma carência ou dependência falsa exterior, tentando acionar o lado misericordioso e compassivo da Igreja.

Js. 9:1-9 diz: “Depois sucedeu que ouvindo isto todos os reis que estavam além do Jordão, na região montanhosa, na baixada e em toda costa do grande mar, defronte do Líbano, os heteus, os amorreus, os cananeus, os periseus, os heveus, os jebuseus se ajuntaram de comum acordo para pelejar contra Josué e contra Israel. Ora, os moradores de Gibeão, ouvindo o que Josué fizera a Jericó e Aí, usaram de astúcia: foram e se fingiram embaixadores tomando sacos velhos sobre os seus jumentos e odres velhos, rotos e recosidos, tendo nos seus pés sapatos velhos e remendados, e trazendo roupas velhas; e todo o pão que traziam para o caminho era seco e bolorento.

E vieram a Josué, ao arraial em Gilgal, e disseram a ele e aos homens de Israel: “Somos vindos duma terra longínqua; fazei pois agora pacto conosco. Responderam os homens de Israel a estes heveus: Bem, pode ser que habitais no meio de nós; como pois faremos pacto convosco? Então eles disseram a Josué: Nós somos teus servos. Ao que lhes perguntou Josué: Quem sois vós? E donde vindes? Responderam-lhes: Teus servos vieram duma terra mui distante ...”. Podemos ver claramente a ação enganosa destes descendentes dos heveus: agiram com toda astúcia enganando o povo de Israel.

Hoje em dia, o que podemos ver em alguns lugares é esta ação maligna agindo em vários segmentos da Igreja, através dos laços doutrinários enganosos e mesmo professando revelações que não foram geradas pelo Espírito Santo mas que são muito aparentemente semelhantes a genuínas revelações de Deus. Precisamos, como Igreja, perceber quando estes espíritos estão se aproximando e imediatamente, através da fé, resistir a eles. Esta ação enganosa do demônio pode ser vista em vários segmentos da Igreja, tanto no aspecto social quanto em questões sentimentais, como em casamento feito através de “profecias” que se dizem vindas de Deus, mas que foram geradas por um sopro de engano na igreja.

Hoje em dia está havendo um prevalecer deste espírito enganoso, que está nos preocupando tremendamente. Em muitos casos em que houve esta ação dos “heveus”, ela só foi possível porque houve complacência por parte da liderança da igreja com relação a estes espíritos no início de sua ação em nosso meio. Se tivéssemos como liderança do Corpo de Cristo sido mais criteriosos, com as manifestações de profecias que houveram no início deste mover na Igreja, talvez teríamos fechado as brechas impedindo a entrada destes espíritos. Deus está nestes dias trazendo clareza ao nosso entendimento e unção no Espírito para que possamos prevalecer contra eles.

JEBUSEUS: “Pisadas fortes”. Aqueles que resistem. A resistência, espiritualmente, é uma realidade que não podemos de maneira alguma ignorar; tem sido assim desde o dia em que o homem caiu, no Jardim do Éden. Lúcifer tem um segmento do seu exército que age somente com a responsabilidade de resistir ao avanço da Igreja. Por não terem em si poder e autoridade para resistir ao Senhor, estes demônios vêm com toda força na direção da Igreja com o objetivo de resistir ao avanço dela, que é o meio pelo qual Deus realiza sua vontade. I Ts. 2:18 diz: “Pelo que quisermos ir ter convosco, pelo menos eu, Paulo, não somente uma vez mas duas, e Satanás no-lo impediu”. Paulo nos mostra como os “jebuseus” agem através da resistência; ele diz que por duas vezes tentou ir a Tessalônica, mas o inimigo o tinha impedido. E os jebuseus estavam em Canaã para impedirem que Israel tomasse posse dela. O livro de Josué 15:63 fala: “Não puderam, porém, os filhos de Judá expulsar os jebuseus que habitavam em Jerusalém; assim ficaram habitando os jebuseus com os filhos de Judá em Jerusalém, até o dia de hoje”. Israel não conseguiu expulsar os “jebuseus” da terra e eles passaram a ser um laço no futuro do povo. Este é o nível de resistência que estaremos relacionando com a dimensão da visão que o Senhor tem dado a nós.

Muitas vezes entrei em crise na área espiritual: não compreendia porque, muitas vezes, estes segmentos da Igreja não tinham o nível de resistência que muitas vezes vinham contra nós. Certo dia, o Espírito Santo me esclareceu que só há resistência quando a visão daquela localidade está incomodando o reino das trevas. Isto tem-me consolado e gerado maior força em meu interior para irromper contra o inimigo.

Qual é o Propósito da Resistência?

O inimigo tem três propósitos definidos quando está resistindo à Igreja, que são:

MINAR A NOSSA FORÇA

A resistência que muitas vezes enfrentamos começa a nos desgastar com o passar do tempo, e neste desgaste inicia-se um processo de desfalecimento interior e físico. Se não entendermos que esta é uma estratégia satânica para nos tirar da posição em que o Senhor nos tem colocado, e se não reagimos a isto, o inimigo nos terá como presa fácil em suas mãos. Há momentos em que estamos jejuando há alguns dias e os céus se parecem com o bronze em cima de nós; aquela luta está roubando nosso vigor emocional e físico. Ao percebemos isto, precisamos tomar uma posição sadia de quebrar o jejum e nos resguardar fisicamente; devemos continuar o jejum somente se tivermos uma palavra de Deus no nosso interior para continuar, porque senão estaremos caindo em uma armadilha satânica.

CAUSAR-NOS MEDO:

Outro aspecto que a resistência do inimigo tenta produzir medo no coração da Igreja. Medo porque, quando a resistência não é quebrada, a tendência de quem está lutando contra este principado é, a partir daquele momento notar mais a força do inimigo do que a da palavra que nos tem levado a lutar.

LEVAR-NOS AO DESÂNIMO

E o desânimo geralmente vem quando, depois de usarmos todas as armas que sabemos que deveriam ser usadas, aparentemente o inimigo não foi de maneira alguma abalado, a tendência do nosso coração é desanimar-se rapidamente. O Espírito Santo está abrindo os nossos olhos para que possamos ver estes inimigos e, em Cristo Jesus, com as armas que Ele nos deu, nos levar a prevalecer contra eles.

Este estudo foi feito através de adaptações de textos pesquisados e elaborados em minhas ministrações em sala de aula na faculdade teológica e em seminários. Os efeitos e resultados foram tremendamente abençoados. Use este estudo para ministrar ao seu rebanho, principalmente nas confrontações íntimas. Digo isto fazendo menção de uma grande diferença entre ministrar “do lado de fora” e “do lado de dentro”. A maior guerra espiritual encontra-se do lado de dentro, na nossa alma, no nosso espírito. Entenda isto.

Fale comigo:
Pr.Silvio Fernandes. Th.D.
Diretor Sênior do Seminário Bíblico Internacional (www.sebinter.rg.com.br)
Professor do Instituto Cristo Para as Nações.
Pastor auxiliar da Igreja Batista da Floresta.
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Dados do autor:

Nome:
Pr. Silvio Fernandes da Silva

Detalhes:
Pastor auxiliar na Igreja Batista da Floresta (Ministério Glycon Terra Pinto)