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O açoite

Introdução: O açoite foi uma punição ordenada por Deus para a correção de alguém que cometeu crimes, sem morte, mas com ofensas pessoais pesadas, contra o próximo. Nos tempos do Século XXI, se fossem adotados açoites públicos em vez de cestas básicas, o resultado positivo seria maior. Os Hebreus usavam a vara para o açoite e os romanos, chicotes com pedaços de ossos e chumbo derretido nas pontas.

1 – A QUEM O AÇOITE ERA DESTINADO. AÇOITE NECESSÁRIO. Aos culpados por lutas braçais desnecessárias e perigosas: “Quando houver contenda entre alguns, e vierem a juízo para que os juízes os julguem, ao justo justificarão e ao injusto condenarão. E será que, se o injusto merecer açoites, o juiz o fará deitar e o fará açoitar diante de si, quanto bastar pela sua injustiça, por certa conta.” Dt 25. 1-2. O açoite era aplicado nas costas do julgado culpado.
Aos difamadores: “E o pai da moça dirá aos anciãos: Eu dei minha filha por mulher a este homem, porém ele a aborreceu; e eis que lhe imputou coisas escandalosas, dizendo: Não achei virgem tua filha; porém eis aqui os sinais da virgindade de minha filha. E estenderão o lençol diante dos anciãos da cidade. Então, os anciãos da mesma cidade tomarão aquele homem, e o açoitarão.” Dt 22. 16-18. A calúnia, a injúria e a difamação são crimes previstos nas leis dos homens.
Aos tolos: “Preparados estão os juízos para os escarnecedores e os açoites para as costas dos tolos. O açoite é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas dos tolos.” Pv 19. 29; 26. 3.

2 – O LIMITE DOS AÇOITES AO CULPADO. AÇOITE JUSTO. “Quarenta açoites lhe fará dar, não mais; para que, porventura, se lhe fizer dar mais açoites do que estes, teu irmão não fique envilecido aos teus olhos.” Dt 25. 3.
Paulo, o apóstolo dos gentios, foi castigado, mesmo sendo inocente, com dezenas de açoites. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um; três vezes fui açoitado com varas. II Co 11. 24-25. O açoite não era pena capital. A pena capital entre os hebreus, nos primórdios, se dava por apedrejamento.

3 – INOCENTES AÇOITADOS. AÇOITE COVARDE.
Jesus: “Tendo mandado açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.” Mt 27. 26. A ordem partiu de Pilatos. Alguns entendem que sendo Jesus muito castigado, e estando ensanguentado, Pilatos conseguiria comover a multidão e livrar Jesus; nem todos, porém, concordam com a interpretação. Na lei romana não havia número estipulado de açoites, ficava a cargo dos executores da penalidade.
Os discípulos: “E concordaram com ele. E, chamando os apóstolos e tendo-os açoitado, mandaram que não falassem no nome de Jesus e os deixaram ir.” At 5. 40. Eles foram açoitados por “infringirem a lei” que proibia pregar sobre Jesus Cristo.
Paulo e Silas: “E a multidão se levantou unida contra eles, e os magistrados, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas. E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança, o qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior e lhes segurou os pés no tronco.” At 16. 22-24. Açoitados por libertarem uma jovem do espírito de adivinhação.

4 – DEUS AÇOITA SEUS FILHOS POR AMOR. AÇOITE CORRETIVO. “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor e não desmaies quando, por ele, fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho.” Hb 12. 5-6. Onde reina o zelo, reina a responsabilidade e a prestação de contas; estará presente a premiação ou a punição.
A família real de Davi recebeu tal indicativo: “Se os seus filhos deixarem a minha lei e não andarem nos meus juízos, se profanarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, então, visitarei com vara a sua transgressão, e a sua iniqüidade, com açoites. Mas não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei à minha fidelidade.” Sl 89. 30-33.
O Salmo 38 é um histórico dos açoites que Davi recebeu de Deus. O propósito de Deus é que seus filhos não sejam condenados com o mundo. “Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.” I Co 11. 31-32.

5 – O NÍVEL DE AÇOITES DE ACORDO COM A TRANSGRESSÃO. “E o servo que soube a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites. Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com poucos açoites será castigado. E a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.” Lc 12. 47-48. O texto é de caráter escatológico. Entendem os mestres que o castigo corretivo se dá no andamento da vida cristã, e não no dia do juízo; no tribunal de Cristo. Jonas foi açoitado pela tempestade; Nabucodonosor, pelos anos de pastagem no campo; e o filho pródigo, pelo desemprego e a fome. Estamos, por acaso, sendo açoitados por Deus?

6 – NEM TODOS OS AÇOITES PRODUZEM O EFEITO DESEJADO. Amós descreve a insensibilidade do povo de Deus em seus dias. “Por isso, também vos dei limpeza de dentes em todas as vossas cidades e falta de pão em todos os vossos lugares... Além disso, retive de vós a chuva, faltando ainda três meses para a ceifa; e fiz chover sobre uma cidade e sobre outra cidade não fiz chover; sobre um campo choveu, mas o outro, sobre o qual não choveu, se secou. E andaram errantes duas ou três cidades, indo a outra cidade, para beberem água, mas não se saciaram... Feri-vos com queimadura e com ferrugem; a multidão das vossas hortas, e das vossas vinhas, e das vossas figueiras, e das vossas oliveiras foi comida pela locusta... Enviei a peste contra vós, à maneira do Egito; os vossos jovens matei à espada, e os vossos cavalos deixei levar presos, e o fedor dos vossos exércitos fiz subir ao vosso nariz... Subverti alguns dentre vós, como Deus subverteu a Sodoma e Gomorra, e vós fostes como um tição arrebatado do incêndio... E nem assim Israel se converteu.” Am 4. 6-11.

Conclusão: Autoridades do mundo inteiro proclamam que a impunidade é o incentivo à criminalidade. Embora concordemos com as entidades dos direitos humanos no que diz respeito ao valor da pessoa humana, entendemos que a punição não pode ser dispensada e nem negociada; tais expedientes estão criando a sociedade doente e insensível para as futuras gerações.



O artigo acima é colaboração de: Pr. Odair Alves de Oliveira
Nascido em Uberaba MG, em 17 de novembro de 1952, é casado desde 21 de julho de 1973, com Orilene Felipe Néris Oliveira – Missionária.
Formado em teologia básica no Instituto Bíblico Ebenézer – Rio de Janeiro RJ; e EETAD – Campinas SP. Pastoreou Igrejas em Planaltina DF; Gurupi TO; Sobradinho DF; Gama DF; Philadelphia PA USA.
Escritor – Membro da ANE – Associação Nacional dos Escritores - DF
Site: www.pastorodair.com.br

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