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Possessão por legiões

No exército romano a legião era constituída por cerca de 6.000 soldados de infantaria. Era organizada por dez COORTES de 600 soldados, e cada coorte, se dividia em CENTÚRIAS.
Este termo passou a designar uma multidão organizada. Muitos chegaram a pensar que o número de demônios pertencentes a uma legião fosse de 2.000, por causa do acontecido com o gadareno (Mc 5.13), de quem o Senhor Jesus expulsou os demônios e os enviou para uma manada de 2.000 porcos.
A Bíblia não mostra claramente se havia um demônio para cada porco. O mais provável, acerca do número de espíritos imundos pertencentes a uma legião, levando em consideração o contingente de uma legião romana, é de 6.000 demônios.
A possessão por legião acontece porque lhe foi dada algum tipo de permissão. Pode ocorrer devido a práticas de magia, bruxaria, ocultismo, candomblé, umbanda, quimbanda, maçonaria, rosacrucianismo, participações em seitas heréticas, kardecismo, recebimentos de passes (espiritismo), prática da prostituição, promiscuidade sexual etc.
Normalmente a legião é comandada por um demônio líder, que representa a casta em questão. Por exemplo: uma mulher que viveu na prostituição, por muitos anos, adquiriu na sua vida legiões de demônios, que se apossaram do seu corpo (espiritualmente) a cada relação mantida. O espírito que mais atua nessa área, aqui no Brasil, é a Pomba-Gira, um demônio que provoca prostituição feminina e homossexualismo. Existe um líder, que comanda os demais demônios componentes da legião.
O reino das trevas é organizado, e o nome “Pomba-Gira” se aplica a milhares de demônios que atuam especificamente numa área do comportamento humano. Seu objetivo é provocar o mesmo tipo de problema e suas artes pode acontecer simultaneamente em vários locais, visto que são muitos. Reconheça que a onipresença só pertence ao Senhor.
Na grande maioria das vezes, a manifestação de uma legião é acompanhada com crises violentas, ataques físicos e palavras ofensivas. Por tratar-se de uma atuação coletiva e não solitária é necessário ordenar várias vezes aos demônios que se calem, que cesse a força física e outros comandos que se fazem necessário.
Quando o Espírito Santo nos alerta sobre uma batalha contra uma legião, devemos nos preparar fisicamente através de uma boa alimentação. Também é necessária uma preparação logística com uma equipe capaz de segurar fortemente a pessoa possessa, evitando assim que ela se machuque ou venha a machucar alguém.
Há uma diferença fundamental entre libertar alguém de um demônio solitário e libertar de uma legião. No primeiro caso, tratamos especificamente com um único demônio, que prontamente obedecerá ao nosso comando. No caso de uma legião, pode acontecer de expulsarmos aquele que está manifesto, e vermos os demais se manifestarem sucessivamente, um após o outro.
Quando ordenamos a um demônio que se cale, ele obedece, devido a autoridade do Nome de Jesus, mas logo em seguida outro se manifesta. O que houve? Na verdade, o demônio que recebeu a palavra de ordem, retirou-se, mas outro, que não recebeu o mesmo comando, assume o seu lugar e fala livremente. Tome cuidado, pois se ordenarmos que o espírito imundo cesse sua força física, e soltarmos a pessoa, pode acontecer simplesmente de desencadear um efeito cascata onde outros demônios contidos no seu interior virem à tona e nos atacarem violentamente.
Uma possessão por legiões pode tornar o processo de libertação demorado, pois penetramos em camadas cada vez mais profundas no interior das pessoas e gradativamente, descobrimos os invasores de seu corpo. Um cuidado importante nesta hora é proteger a integridade física da pessoa possessa.
Evite chamar o demônio líder da legião no início do processo de libertação, porque, até então, estará amparado e fortalecido por muitos demônios poderosos que o acompanham. Isto pode ser danoso a pessoa ministrada. Gradativamente devemos minar a resistência do maligno, ministrando o Fogo do Senhor sobre aquela vida, expulsando os demônios, enfraquecendo assim as defesas da legião. Uma das coisas mais importantes que devemos saber é que a pessoa deve querer ser liberta, e fechar as portas de entrada desses demônios, destruindo os pontos de apoio que eles tem em sua vida.
Caso a libertação se demore demasiadamente, podemos apelar para a autoridade e poder dos quais fomos revestidos por Jesus e ordenar aos demônios que se afastem da pessoa por um instante, para que ela recobre o controle de sua mente, descanse, tome água, ouça a Bíblia e escute alguns hinos de adoração. Logo em seguida, podemos recomeçar a libertação. É muito comum, durante este intervalo, da pessoa não saber exatamente o que está acontecendo com ela.
Outra coisa da qual devemos nos lembrar, é que os demônios são astutos e fazem de tudo para impedir que a libertação prossiga. Podemos ouvir do possesso as seguintes frases: - Parem com isso, estou bem... ou então: - Vocês estão loucos, não tem nenhum demônio em mim. Ou ainda: - Aii... vocês estão me machucando, soltem-me!. Precisamos reconhecer as armadilhas do diabo.
Outra atitude necessária é por a prova os espíritos, instando para com ele que diga quem é Jesus Cristo, o Nazareno (1Jo 4.1-3). Deus nunca deixará um servo verdadeiro ser envergonhado diante do maligno. Sempre saberemos como agir, pois somos guiados pelo Espírito Santo.



O artigo acima é colaboração de: Ricardo Ribeiro
Ricardo Ribeiro é pastor presidente do Ministério Atos Dois. Oferece treinamentos para pastores e igrejas, além de cobertura espiritual para líderes. Também é fundador do Instituto de Educação Comportamental e desenvolvedor do Método DESCUBRA SEU TALENTO ENRIQUECEDOR. Sites www.atosdois.com.br e www.talentoenriquecedor.com.br

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